Como funciona a perícia do INSS na aposentadoria por invalidez
A perícia médica é a etapa decisiva do pedido de aposentadoria por invalidez: é o perito do próprio INSS quem avalia se a incapacidade para o trabalho é, de fato, total e permanente. Entender como essa avaliação funciona ajuda a chegar mais preparado e reduz o risco de uma negativa evitável.
O que o perito avalia
Durante a perícia, o médico do INSS analisa o histórico clínico, os exames e laudos apresentados, e faz um exame físico direcionado à condição relatada. O foco não é apenas confirmar a doença ou lesão, mas avaliar se ela impede o exercício de qualquer atividade remunerada de forma permanente — esse é o critério que diferencia a aposentadoria por invalidez do auxílio-doença, que cobre incapacidades temporárias.
Como se preparar
- Leve todos os laudos, exames de imagem e relatórios médicos atualizados — quanto mais recente e detalhado, melhor.
- Peça ao seu médico assistente um relatório específico descrevendo a limitação para o trabalho, não apenas o diagnóstico.
- Leve o extrato do CNIS e documentos que comprovem seu histórico de contribuições, especialmente se você se enquadra na dispensa de carência (acidentes ou doenças graves específicas).
Perícia agendada ou negativa recebida?
Envie seu caso e entenda como se preparar ou como recorrer.
Falar no WhatsAppSe a incapacidade não for reconhecida
Quando o perito conclui que não há incapacidade permanente — ou reconhece apenas uma incapacidade parcial ou temporária — o pedido de aposentadoria por invalidez é negado, podendo ser convertido em auxílio-doença. Nesses casos, é possível recorrer administrativamente ou buscar a via judicial, onde um perito nomeado pelo juiz realiza nova avaliação, muitas vezes com mais tempo e atenção ao caso do que a perícia inicial do INSS.
Muitos segurados desistem após a primeira negativa, sem saber que boa parte dos casos é revertida quando a documentação médica é reforçada e apresentada de forma mais completa na segunda tentativa.
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